sábado, outubro 17, 2009

Conspiração monárquica na Praia das Maçãs

Complot PMacas4

Em 21 de Outubro de 1913, três anos depois da implantação da República, houve uma tentativa de assassinato de Afonso Costa, Chefe do Governo e dirigente do Partido Democrático, na Praia das Maçãs, durante um "Complot", que pretendia instaurar de novo o regime  monárquico.

Um grupo de cinco elementos suspeitos terá sido localizado na Praia das Maçãs, onde na altura se encontrava o Chefe do Governo da 1ª  República,  perseguidos foram posteriormente presos em Sintra - no momento da prisão possuiam  4 pistolas e um punhal.

Photobucket
Foto publicada na "Ilustração Portuguesa" nº398 de 1913

António Augusto Carvalho Monteiro ou "Monteiro dos Milhões" o homem da Quinta da Regaleira, foi um dos presos nessa altura, acusado de estar  implicado no "Complot".
Photobucket
                              
Fotos publicadas, na "Ilustração Portuguesa" nº 401 de 27 de Outubro de 1913

Photobucket
Notícia da prisão de Carvalho Monteiro na "A Capital" de 21 de Outubro de 1913

Photobucket

Publicado na "A Capital" de 23 de Outubro de 1913

3 comentários:

Fernando Gomes disse...

Do Alagablogue 27.07.2006:
Afonso Costa,figura proeminente da I República,várias vezes ministro,deputado e presidente do Ministério e um dos políticos mais em evidência na primeira metade do século vinte em Portugal,dirigente do Partido Democrático,foi um dos ilustres veraneantes da Praia das Maçãs nessa época dos hóteis de charme,hoje quase todos desaparecidos.Mas nem só descanso encontrou o mesmo por estas bandas nesses dias conturbados de anti-clericalismo e excessos.
Gerador de paixões e ódios,muitos eram os inimigos de Afonso Costa.De tal modo que,estando o mesmo a 23 de Setembro de 1913 "a banhos" nesta praia,no desaparecido Hotel Royal,para ali se dirigiram vários opositores com o firme propósito de o assassinarem.O facto chegou atempadamente ao conhecimento de republicanos de Sintra que,organizando grupos de defesa passaram a exercer apertada vigilância junto ao hotel,mandando parar os carros que para a praia de dirigiam e revistando e identificando todas as pessoas.Soube-se mais tarde que teria estado marcado para o dia 23 de Setembro o golpe de misericórdia,embarcando os assassinos em separado em diversas estações do comboio com destino a Sintra.Avistados pela defesa civil na Praia das Maçãs,não lograram levar avante o intento,e voltaram para Sintra,onde,surpreendidos na estação,três deles foram presos pelas onze da noite desse dia,e um,Miguel Costa Goião,chegou mesmo a oferecer resistência armada.Ele e um Jaime Augusto,alfaiate do depósito de fardamentos,bem como um tal Alberto Correia,foram detidos e presentes no posto policial de Sintra,tendo-lhes aí sido apreendidas várias pistolas automáticas e punhais.
Consta que o Gaião terá dito:"não foi desta,será doutra".Não chegou a ser,e Afonso Costa lá continuou o seu descanso,quem sabe,se,com um sorriso irónico, saboreando um copo de Colares na tasca do Manuel Prego

pedro macieira disse...

Fernando Gomes,
Este post, permite, ilustrar com publicações da época (1913) uma das muitas incursões monárquicas, na 1ª República, e desta vez passando pela Praia das Maçãs.
Um abraço

Anónimo disse...

Teria sido uma grande coisa ter-se mandado uns tiros nesse cão. Evitava-se as mortandades que esse assassino ordenou.