domingo, novembro 10, 2013

Majora encerrou a sua produção

MajorablogueRMmacas
Ao fim de 74 anos a fabricar diversões para a família, a Majora encerrou a produção. Para trás ficam mais de 300 jogos

«Em 1939, quando a Europa mergulhava no inferno da
II Guerra Mundial, Mário José de Oliveira começou a desenhar jogos na cave dos pais. Inspirado por uma viagem recente à Alemanha, onde tinha descoberto divertidos jogos de tabuleiro, Mário, então na casa dos 30 anos, quis lançar-se por conta própria. Foi no prédio da distinta avenida da Boavista, no Porto, que nasceu a marca. Alberto Oliveira, filho de Mário, recordou numa entrevista ao jornal ‘Vida Económica' as circunstâncias da fundação da marca: "Era um período de grande convulsão política e social e com parcos recursos financeiros. O nome Majora reporta-se ao nome do meu pai: Mário José de Oliveira."

O primeiro jogo a sair da cave chamava-se ‘Pontapé ao Goal' e tinha regras muito simples: os jogadores, num máximo de quatro, tinham de avançar os peões com os dados até estes entrarem na baliza. O primeiro a colocar quatro peões na baliza ganhava. O jogo foi um sucesso e perdurou durante décadas no catálogo da Majora.»
Fonte CM
Ler mais aqui:. A última jogada da Majora 

2 comentários:

Carlos José dos Santos disse...

Tudo aquilo que fez a nossa infância, o nosso imaginário, no fundo a nossa vida, acaba, mata-se, fecha por ordem disto ou daquilo. Vamos ficando nós, cada vez mais pobres, sem referências, sem ter nada que deixar aos nossos netos.
Desta feita, trata-se de uma marca de brinquedos didáticos, de referência nacional e até internacional.
Mas acaba-se com tudo, grandes fábricas de referência, fundições, estaleiros navais, é um autêntico espurgo dos bens e dos meios de produção e transformação deste país onde havia um bocadinho de tudo, onde e cada vez mais, é um país de coisa nenhuma, à beira do colapso.

pedro macieira disse...

Caínhasa,
Obrigado pelo comentário. A Majora, é uma daquelas marcas, que todos nós que já somos bem "crescidos", nos lembramos com alguma saudade.Não sei se um mercado global como hoje vivemos, permitirá a sobrevivência das "majoras" que ainda sobrevivem à ganância do lucro das grandes multinacionais e dos produtos made in china que nos afogam.Tenho pena de que as tentativas da empresa para acompanhar os tempos não tenham sido vitoriosos -perdemos assim (todos),uma referência , que a partir de agora será somente uma boa memória.
Abraço