Majora encerrou a sua produção

MajorablogueRMmacas
Ao fim de 74 anos a fabricar diversões para a família, a Majora encerrou a produção. Para trás ficam mais de 300 jogos

«Em 1939, quando a Europa mergulhava no inferno da
II Guerra Mundial, Mário José de Oliveira começou a desenhar jogos na cave dos pais. Inspirado por uma viagem recente à Alemanha, onde tinha descoberto divertidos jogos de tabuleiro, Mário, então na casa dos 30 anos, quis lançar-se por conta própria. Foi no prédio da distinta avenida da Boavista, no Porto, que nasceu a marca. Alberto Oliveira, filho de Mário, recordou numa entrevista ao jornal ‘Vida Económica' as circunstâncias da fundação da marca: "Era um período de grande convulsão política e social e com parcos recursos financeiros. O nome Majora reporta-se ao nome do meu pai: Mário José de Oliveira."

O primeiro jogo a sair da cave chamava-se ‘Pontapé ao Goal' e tinha regras muito simples: os jogadores, num máximo de quatro, tinham de avançar os peões com os dados até estes entrarem na baliza. O primeiro a colocar quatro peões na baliza ganhava. O jogo foi um sucesso e perdurou durante décadas no catálogo da Majora.»
Fonte CM
Ler mais aqui:. A última jogada da Majora 

Comentários

Caínhas disse…
Tudo aquilo que fez a nossa infância, o nosso imaginário, no fundo a nossa vida, acaba, mata-se, fecha por ordem disto ou daquilo. Vamos ficando nós, cada vez mais pobres, sem referências, sem ter nada que deixar aos nossos netos.
Desta feita, trata-se de uma marca de brinquedos didáticos, de referência nacional e até internacional.
Mas acaba-se com tudo, grandes fábricas de referência, fundições, estaleiros navais, é um autêntico espurgo dos bens e dos meios de produção e transformação deste país onde havia um bocadinho de tudo, onde e cada vez mais, é um país de coisa nenhuma, à beira do colapso.
pedro macieira disse…
Caínhasa,
Obrigado pelo comentário. A Majora, é uma daquelas marcas, que todos nós que já somos bem "crescidos", nos lembramos com alguma saudade.Não sei se um mercado global como hoje vivemos, permitirá a sobrevivência das "majoras" que ainda sobrevivem à ganância do lucro das grandes multinacionais e dos produtos made in china que nos afogam.Tenho pena de que as tentativas da empresa para acompanhar os tempos não tenham sido vitoriosos -perdemos assim (todos),uma referência , que a partir de agora será somente uma boa memória.
Abraço

Mensagens populares deste blogue

Os 166 anos da Sociedade Filarmónica da Euterpe de Benfica

Visitantes no rio das Maçãs

Inaugurada "Casa Vergílio Ferreira - Para Sempre" em Gouveia