sexta-feira, maio 16, 2014

O Museu do Brinquedo de Sintra pode encerrar em Agosto



O Museu do Brinquedo de Sintra, um local que já foi Quartel de Bombeiros, na Vila velha de Sintra, está em risco de fechar, devido à nova lei das fundações. A CMS terá  deixado de atribuir o subsídio mensal de cinco mil euros, e deixa de poder ceder gratuitamente o edifício onde está instalado desde 1997.


 O Museu recebe em média mais de 50 mil visitantes por ano. O espólio tem mais de 60 mil brinquedos todos da colecção  de João Arbués Moreira.

Ontem uma notícia do Diário de Notícias, que transcrevemos, sublinha a intenção de Sintra deixar de ter no seu património museológico  um elemento de grande importância e interesse cultural.





"A Fundação Arbués Moreira anunciou hoje a intenção de encerramento o Museu do Brinquedo de Sintra no final de agosto, devido à queda de visitas e por não ser possível assegurar a sustentabilidade financeira.
"A nova lei das fundações foi cega e o pouco apoio que o Museu do Brinquedo recebia foi cortado", disse à agência Lusa João Arbués Moreira, filho do criador da Fundação Arbués Moreira, que desde 1989 expõe "uma das maiores coleções de brinquedos do mundo" em Sintra.
O museu, na vila há 26 anos, e desde 1997 num antigo quartel de bombeiros, no centro histórico, "vive muito da bilheteira", admitiu João Arbués Moreira, acrescentando que no último ano "as receitas caíram 20%".
Entre janeiro e abril deste ano, o museu registou cerca de 7.000 visitantes, contra 8.200 no mesmo período de 2013.
A quebra nas visitas atingiu as famílias, mas também as escolas, que deixaram de ter apoio para fretar autocarros para transportar as crianças.
O museu, que expõe "mais de 60.000 exemplares de diferentes brinquedos, que representam a História da Humanidade desde o século XVII aos nossos dias", recebeu já mais de 900.000 visitantes."


Texto do Diário de Notícias de 15/05/2014:
 http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=3864925

4 comentários:

Caminhando por Sintra disse...

É uma triste notícia para Sintra... Seria importante a união de todos e tentar encontrar uma solução que permita auxílio financeiro ao museu. Cumprimentos, Miguel

pedro macieira disse...

É de facto muito triste se o Museu fechar. Na anterior vereação camarária, por contacto que fiz , verifiquei que não haveria qualquer disponibilidade/vontade de dar apoio ao Museu -na actual, não faço ideia qual a posição que tem.Mas seria necessário organizar um movimento de cidadãos que pressionassem o encontrar de uma solução, talvez encontrando um mecenas, se a isso a fundação do Museu estivesse de acordo.
Abraço

Fatyly disse...

Quando li a notícia fiquei completamente irritada e triste. Algo que é um ponto turístico deixa de ter esse apoio que julgo que seja apenas e tão só "no arrendamento" quando outras Fundações continuam a receber milhares e milhares de euros e sem qualquer utilidade?

A brilhante e estapafúrdia Lei do Novo Arrendamento Urbano (atenção que não sou contra o aumento das rendas, eu também fui atingida) onde atingiram quase 200%, julgavam os senhores governantes e não só, que espaços ocupados e subsidiados por eles não seriam afectados?
Este é um desses casos e já fora de contexto a Loja do Cidadão dos Restauradores fechou pelas mesmas razões.

A actual vereação camarária anda numa de obras, obrinhas, promessas etc e tal numa caça ao voto, porque para mim a anterior foi a pior que tivemos, já que o futebol era mais...não digo e fico-me por aqui.

Um abraço

Anónimo disse...

A CMS encontra-se de mãos atadas neste caso do museu do brinquedo. A única coisa que pode fazer é o que já fez, propor que a fundação pague uma renda simbólica, algo que, segundo consta, não chega para que o museu se auto sustente. Ora, a CMS não pode fazer mais nada sem quebrar uma lei promulgada pela a administração central.

Agora pergunto. Que diligências fez a fundação para superar esta situação que já conhecia à cerca de um ano? Procurou mecenas? Tentou algum acordo para a cedência das peças a um museu gerido pela CMS? Porque não tentar seguir por esta via? Porque não criar um protocolo que permita à CMS gerir o museu (recebendo ela as receitas provenientes da exploração do museu)? Será que a fundação aceitaria um cenário destes?

Sinceramente. Parece-me que a fundação pouco ou nada fez para resolver esta situação. Não compete à CMS encontrar um mecenas, mas sim à fundação.

Cumprimentos