Nota sobre Urbanização de Sintra II

"Não fazemos quaisquer transformações na rede dos arruamentos de Sintra, para que não sejam cortadas as árvores centenárias que orlam quase todas as estradas e para que não sejam demolidas certas construções antigas de grande interesse. De resto a topografia do terreno e a natureza do solo
obrigariam a fazer obras muito importantes e muito dispendiosas, se se quisesse fazer, em vez dos arruamentos convenientes ao grande movimento duma cidade importante. Tais obras sendo ao mesmo tempo prejudiciais para a vegetação, seriam tanto mais úteis quanto ao certo que em Sintra não deve vir a ser uma grande cidade, sob pena de perder todo o seu carácter pitoresco e todo o seu interesse particular. Consideramos também que Sintra é um sítio de passeios e não um nó de grande circulação."
In :Urbanização de Sintra -Anteplano 1949 e Diário da República nº114 IIº Série de 16 de Maio de 1996
Comentários
Embora eu também reconheça que estivemos muitos anos agarrados a esta tese, para deixar ficar tudo na mesma, atá à degradação total, ou quase.
Õbrigado pelo comentário.De certo modo foram estes antigos planos de Urbanização de Sintra, que permitiram chegar aos dias de hoje a Sintra que (ainda) gostamos.Travando alguma "revolução" de betão que tantos anseiam.
Um abraço