segunda-feira, julho 13, 2015

Foi você que pediu um supermercado ALDI para o Banzão?

BanzãoElectrico.jpg
Foto: Banzão através do histórico eléctrico

A estrada que liga Colares à Praia das Maçãs - Banzão,(Avenida Atlântico), adornada de vivendas de veraneio, tem agora uma sombra a pairar, não porque provenha dos muitos pinheiros que a ornamentam - e que serão menos, depois de se concretizar  ali, o nascimento de um espaço comercial construído de raiz da cadeia alemã ALDI. O comércio tradicional da zona de Colares, está preocupado. O terreno onde irá nascer o novo espaço comercial já foi adquirido - e embora não tenhamos ainda qualquer informação proveniente da autarquia Sintrense, existe já um movimento de contestação para o inesperado vizinho, na área protegida do Parque Natural Sintra Cascais.

BanzaoElectrico23032014blog.jpg
Foto:Banzão
Petição Pública contra o ALDI no Banzão
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT77829

Reportagem da Saloia TV
http://saloia.tv/v/Ju6lVI4-iVP

Blog Colares-Entre o Mar e a Serra
http://colares.blogs.sapo.pt/aldi-no-banzao-354396

14 comentários:

GP disse...

É um atendado urbanístico o que querem fazer. É importante que as pessoas se organizem para travar, enquanto é tempo, esta aberração!

Natercia disse...

Mas está tudo maluco,numa zona onde vivem pessoas,já pensaram na barafunda que vai ser?A começar pelo estacionamento e o perigo dos conductores que não repeitam nada .

Carlos José dos Santos disse...

Vou só falar daquilo que sei.
Quem diria à partida, quando o ano passado se viu começar uma infraestrutura para montar uma unidade comercial dessa cadeia alemã, em pleno condomínio da Beloura no Linhó, mesmo à beira da estrada, mas dentro dos terrenos do condomínio. Certamente os moradores ali vizinhos, e paredes meias que investiram altas quantias nas suas casas luxuosas, e que vão ter de pagá-las a vida toda, porque viver ali, mesmo pagando a pronto, têm sempre despesas mensais, com jardinagem, segurança 24 horas, e outras mordomias, devem ter-se sentido invadidos e enganados na sua privacidade, pensando à partida tudo o que os moradores do Banzão estão a colocar como ultrajante, invasor, e obsceno para o sossego.
Pois aqui nada disso se passou a obra decorreu de modo rápido, respeitando todos os requisitos, a superfície comercial é de pequena/média dimensão e serve muito bem a população, tendo como clientes figuras que desempenham altos cargos na sociedade Portuguesa, até ao menos abonado do consumidor.
Aqui no Linhó foi nitidamente uma aposta ganha. Os empregados são cordiais, educados, e fazem tudo para agradar aos clientes.
Eu sou um assíduo cliente.
Pelo que vi, na reportagem da Saloia TV, entre uma casa a cair de madura e ter ali uma média superfície comercial talvez fiquem a ganhar.
Impugnar tudo, por reação à mudança não me parece sensato.
Vão ver que esta gente é low profile, e não causa distúrbios.
Os produtos têm bons preços, muitos são já de origem portuguesa.

Carlos José dos Santos disse...

O ESTACIONAMENTO, É UMA DAS BOAS CONDIÇÕES DA INFRAESTRUTURA!

pedro macieira disse...

Caínhas,
Obrigado pelo comentário.A questão que me (nos)preocupa é o local que irá(?) ser utilizado para o novo espaço comercial da ALDI -o Banzão era e é um local de moradias de veraneio,algumas do início do SécXX, envolvido por pinheiros e junto a uma zona de Pinhal que se prolonga até à Praia das Maçãs. Área ainda da zona protegida do Parque Natural Sintra Cascais, que normalmente condiciona a construção, como o abate de árvores, sem autorização do PNS-C. Existem outras zonas no Concelho e mesmo na freguesia que poderiam ser utilizadas para a construção da área comercial. Por outro lado a zona tem muito comércio tradicional que será muito afectado pelo novo empreendimento. Conheço o ALDI construído no Cacém, junto ao Intermarché, perto do IC19, e também o do Linhó (este só de passagem), e considero que a zona do Banzão deveria ser preservada nas suas características, sendo um local que pela extensão da longa avenida como pela envolvência de pinhal e pela linha do histórico eléctrico da Praia das Maçãs, que acompanha todo este percurso lateralmente -cenário único na freguesia, a razão para não perturbar toda esta harmonia.Abraço

GP disse...

Bom dia. Peço a todos que façam chegar as vossas reclamações e preocupações sobre esta aberração para os contactos abaixo indicados. Penso que se forem recebidos por estes organismos ( se alguém se lembrar de mais alguns por favor acrescente à lista) muitos pedidos de informação / reclamação eles serão obrigado a actuar. Será que o estudo de impacto ambiental foi feito?

Se todos nos unirmos penso que poderemos travar este atentado ambiental:

quercus@quercus.pt

http://www.icnf.pt/portal/contact-info

http://www.portugal.gov.pt/pt/os-ministerios/ministerio-do-ambiente-ordenamento-do-territorio-e-energia/contactos.aspx?rc=36052

municipe@cm-sintra.pt


pssintra@gmail.com

psdsintra@gmail.com

pev@osverdes.pt>

pcpsintra@gmail.com

cds-pp@cds.pt

bloco.esquerda@bloco.org

Roberto Reis disse...

Carlos Santos,

A sua opinião só pode ser de quem não sabe do que fala.
Convido-o a visitar o local em questão. Certamente, concluirá que o que se passa não é nenhuma “reação à mudança” mas sim a defesa de um local emblemático do nosso concelho.

A construção de um Aldi implicará o abate de dezenas de árvores e a demolição de uma casa centenária. O local ficará irreconhecível e irremediavelmente destruído.

E para quê? Para que uma multinacional instale mais uma loja no concelho (já tem 4!) e, caso não tenha sucesso, a encerre passados 2 ou 3 anos (como aconteceu por exemplo na Ericeira) deixando para trás um mono no início daquela que é (ainda) uma das mais bonitas avenidas de Sintra.

Se aceitar o repto, de passagem verifique a quantidade e qualidade do comércio tradicional da zona. Temos na freguesia várias mercearias/minimercados com uma variedade de produtos impressionante (difíceis de encontrar em muitas grandes superfícies) a preços bastante razoáveis. A abertura de um Aldi colocará em grandes dificuldades todos estes comerciantes.

Anónimo disse...

Só me pergunto é quantas pessoas são contra a superficie comercial enquanto sua vizinha, mas deslocam-se às superficies comerciais de outras localidades.
Pois é... nos outros locais já não incomoda aos próprios...
Apresento desde já as minhas desculpas a quem nunca compra em supermercados.

Carlos José dos Santos disse...

Roberto Reis
Eventualmente, o senhor ainda não era nascido já eu estava farto de saber o que era o Banzão!
Se calhar nem de Sintra é.
Não tenho nenhuma procuração do ALDI, não os conheço, nem tenho nenhum prazer em conhecer.
Só falei em factos concretos.
Sobre o Parque Natural Sintra Cascais, são a maior porcaria que Sintra viu nascer, já aqui neste blogue comentei, que essa gente do PNSC, tomou quase de assalto um Palacete na Estefânia em frente às Queijadas do Gregório, impugnando todas as obras ao anterior dono, que solicitou o abate de um pinheiro para fazer salvo erro uma pequena piscina, ficando o Palacete e jardins com toda a restante traça Resposta foi não, ao ponto do homem de tão aborrecido por tudo lhe ser proibido (não foi só isso), se ir embora de Sintra! Logo que os do PNSC se apanharam lá, deitaram tudo abaixo, árvores, e até um portão antiquíssimo da entrada principal, foi substituído por umas varas de ferro, construíram barracas de madeira e outros mamarrachos, para eles não houve problemas de atentados ambientais.
Hoje o jardim é um matagal, e o palacete está a cair, e tudo ao abandono.
Portanto sobre o PNSC, estamos conversados.
Isso faz-me lembrar os velhos do Restelo aqui da Vila, que se têm oposto a tudo quanto seja resolução do problema de estacionamento da Vila Velha.
Aqui na Vila, qualquer dia acaba-se a galinha dos ovos de ouro, os turistas que agora chegam aos magotes vão-se fartar da falta de condições para arrumar um automóvel.
Aí, vocês vão ficar com uma casa em ruínas, um matagal vergonhoso, mas todos felizes porque fizeram frente à construção de uma mercearia um bocado maior daquelas que por aí existem.
Para os Colarejos, moradores do Banzão e Mucifal, desejo-lhes o de sempre, tudo do melhor.
Felizmente ainda tenho por aí muita gente amiga e enquanto for vivo espero continuar a ter.
Um grande abraço ao meu amigo Pedro Macieira.

Roberto Reis disse...

Carlos Santos,

Tenho 61 anos e, tal como os meus pais, nasci e vivi toda a vida em Colares e passo todos os dias pelo Banzão. Não creio que isto seja muito importante mas como sugeriu que eu não era sequer de Sintra…fica a informação.

O facto de ser o Aldi é irrelevante, podia ser outra cadeia de supermercados qualquer.

Em relação ao PNSC conheço histórias semelhantes e nisso estamos de acordo!

Comparar o que aqui se passa com o problema de estacionamento da Vila Velha é no mínimo ridículo. O Aldi não vem resolver nenhum problema no Banzão, vem sim piorar brutalmente uma situação que não é a desejável. Ninguém defende que a casa e o terreno envolvente estejam em boas condições e devam continuar como estão. Muito podia ser feito para melhorar esta zona mas não será seguramente a construção de um Aldi.

Pela sua ordem de ideias o problema das casas “históricas” em ruínas resolve-se com a sua demolição e a construção supermercados no seu lugar. Genial!! Porque não fazer o mesmo com o Hotel Netto na Vila Velha. Decerto os habitantes da Vila ficariam a ganhar com um Aldi ao invés de uma “casa a cair de madura”. Entende o absurdo?

O Aldi é uma “mercearia um bocado maior”?!? Vê-se que o Carlos não costuma frequentar mercearias. O Aldi é uma multinacional alemã com milhares de lojas em todo o mundo e que factura milhares de milhões de euros por ano. Uma mercearia é tipicamente um negócio familiar (muitas vezes com 5 ou mais membros da família a trabalhar no negócio) onde são os próprios donos que atendem directamente os clientes. São, quando os deixam, negócios para a vida passando muitas vezes de pais para filhos e netos. Na freguesia de Colares existem várias mercearias com décadas de história, sendo actualmente as 2ª e 3ª gerações que continuam com os negócios. Nunca pensei ter que explicar a uma pessoa da sua idade o que é uma mercearia!

Quando deseja o melhor para os moradores do Banzão e do Mucifal está a esquecer-se das dezenas de pessoas que dependem do comércio tradicional e que serão fortemente prejudicadas com abertura de uma grande superfície no Banzão. Num raio de 3 a 4 km do Banzão existem literalmente dezenas de mercearias. Certamente, com a abertura do Aldi a maior parte delas serão obrigadas a fechar. Estas mercearias, para além de empregarem vários membros da família, compram produtos a produtores e fornecedores locais (frutas, hortaliças, bolos, pão, queijos, mel, etc.). No final, os postos de trabalho destruídos serão muito superiores aos gerados.

O que não falta aos habitantes de Colares são alternativas. Sintra fica a 10-15 min de Colares e aí existem muitas (senão todas) grandes superfícies que podem satisfazer todas as suas necessidades. Todos têm, ou deviam ter, o direito de existir: pequenos, grandes e gigantes.

Contudo, compreendo e respeito quem queira uma grande superfície na freguesia mas, por favor, para a construir não destruam o nosso património florestal e arquitectónico. Decerto existem na freguesia muitos outros locais mais adequados.

Espero que o seu amigo e ilustre autor deste excelente blog consiga abrir-lhe os olhos e fazê-lo ver a gravidade desta situação. E sim, ficarei muito feliz se o Aldi não abrir no Banzão…

Nuno disse...

Não sei se estamos a falar da mesma, mas o ADLI encerrou em Mafra, mesmo ao lado do Continente.

Nuno disse...

Este argumento é completamente um tiro ao lado. Por este prisma devíamos ter então unidades destas na serra, no centro da vila, etc?!
De facto parece que se ultrapassa o bom senso, não basta o caos urbanístico até se chegar a Sintra, agora querem ultrapassar.

Anónimo disse...

Será que está em causa a localização do supermercado e a zona envolvente, ou a questão é retirar o monopólio ao comércio local? Sou plenamente a favor do comércio local, mas tenhamos em conta os preços exagerados que são praticados, que não são acessíveis a um grande número de pessoas. Quem é que, tendo carro, não vai fazer as suas compras do mês a qualquer outro supermercado na zona de Sintra? E quem não tem meio de transporte? Paga preços para turista? T.C.

Roberto Reis disse...

T.C.,

Para mim tudo está em causa, tanto a preservação do local como a preservação do comércio local.

Devido à destruição causada (abate de árvores e demolição de uma casa histórica) a localização é péssima. Sinceramente este é para mim, e creio que para a maior parte das pessoas, o principal problema.

Porém, choca-me a leviandade e o egoísmo demonstrados em muitos comentários, incluindo o seu.

"Monopólio do comércio local"?!? Tem noção da quantidade de pequenos negócios que têm fechado por todo o país nos últimos anos? São aos milhares! Simultaneamente, abrem grandes e médias superfícies em cada esquina.

Os pequenos comerciantes que ainda existem compram os seus produtos em armazéns pertencentes a grandes grupos. Por exemplo, a maior rede Cash & Carry do país – Recheio – pertence ao grupo Jerónimo Martins, dono do Pingo Doce. Adicionalmente os grandes grupos têm “ficado” com muitos pequenos negócios, nomeadamente, através das lojas Amanhecer (Jerónimo Martins) e Meu Super (Sonae).

Acho que é fácil perceber quem tem o monopólio…

Não tenho absolutamente nada contra as grandes superfícies. Têm inúmeras vantagens e eu próprio faço as compras do mês em grandes superfícies.

Eu não posso é ser egoísta e querer ter uma grande superfície à porta da minha casa, custe o que custar e doa a quem doer! Tenho a noção que a abertura de uma grande superfície em Colares irá custar o trabalho a muitos (largas dezenas) dos meus vizinhos que trabalham em mercearias, talhos, peixarias, padarias, etc. Destes apenas uma minoria conseguirá arranjar trabalho (precário) nas grandes superfícies.

Em relação aos preços praticados pelo pequeno comércio em Colares a minha experiência é muito diferente da sua, mas talvez não frequentemos os mesmos sítios. Na mercearia onde faço habitualmente compras os preços não são exagerados e muitos produtos têm preços mais baixos que nas grandes superfícies. É evidente que no global os preços são mais elevados e não existe a variedade e as promoções que se encontram nas grandes superfícies.

Quanto às pessoas que não têm meio de transporte próprio é uma falsa questão. Mesmo que abram 4 ou 5 grandes superfícies na freguesia haverá sempre pessoas que não poderão ir às compras a pé, ou seja, esse problema só será resolvido se abrir pelo menos uma em cada povoação (Azóia, Almoçageme, Penedo, Colares, Mucifal, Praia da Maçãs, Azenhas, etc.).

As grandes superfícies são sem dúvida importantes e necessárias para a população mas deverão estar localizadas nos locais adequados, tendo em consideração não só o património ambiental e histórico mas também o comércio local existente.

Actualmente os habitantes de Colares têm inúmeras alternativas ao comércio tradicional a apenas 15-20 min. Qualquer dia já não terão é qualquer alternativa às grandes superfícies…