sexta-feira, junho 18, 2010

José Saramago 1922-2010


José Saramago quando da estreia do filme "Ensaio sobre a Cegueira" em 2008, com o realizador brasileiro Fernando Meireles.

Prémio Camões em 1995, Prémio Nobel da Literatura em 1998 -última obra publicada "Caim".

7 comentários:

Anónimo disse...

O Mundo está mais pobre. Mas a sua Obra e a sua maneira de estar na Vida, ficará para todo o Sempre.
Obrigado Saramago.
sintrense

Cristina Marques disse...

em especial comigo fica Blimunda :)

e Saramago nunca partirá.

Anónimo disse...

A qualidade de escritor não pode apagar, como se fora uma esponja sobre um quadro negro, a nódoa que constituiu a perseguição politica que ele, Saramago, Sub Director do DN e outros com a sua complacência e acordo, moveram contra os seus colegas jornalistas, a culminar no seu despedimento do jornal.
Isto é indigno de alguèm que se dizia democrata do antes 25 de Abril.

ANÓNIMO Colarense

pedro macieira disse...

ANÓNIMO Colarense,

Sobre o seu comentário,uma notícia do jornal I:

O homem que Cunhal recusou para director de "O Diário"

por Ana Sá Lopes, Publicado em 19 de Junho de 2010 no jornal Ionline

Foi o ideólogo do PCP no DN no Verão Quente. Depois, foi despedido e ficou desempregado, porque Cunhal não o quis à frente de "O Diário"
Tinha sido o homem do PCP na redacção do Diário de Notícias. Foi o director-adjunto no Verão Quente de 1975, o "ideólogo" responsável pelo "saneamento" de duas dezenas de jornalistas que exigiam pluralismo na linha editorial. A decisão foi tomada por um plenário de trabalhadores, e o voto foi de braço-no-ar. Luís de Barros era o director, mas ninguém associa o seu nome à purga interna. O ónus foi todo para Saramago. José Jorge Letria, na altura jornalista da secção de política, estava numa visita oficial quando ocorreu o plenário, mas explica porque é que foi o Saramago jornalista a ficar associado à linha editorial do Verão Quente. "Luís de Barros era mais jornalista, José Saramago era mais político. Luís de Barros sempre foi um homem de consensos, de diálogo, e sofreu muito com a ruptura. Era estruturalmente um jornalista, com uma visão muito aberta. Não era radicalizado nem sectário. José Saramago era o ideólogo, tinha uma visão política muito estruturada e uma visão muito clara do papel que lhe tinha sido atribuído para produzir ideologia num momento de revolução", afirma ao i o escritor e jornalista José Jorge Letria.

(...)

José Saramago "estava muito presente na definição da linha política", recorda José Jorge Letria: "Era militante do PCP desde 1969".

O saneamento das duas dezenas de jornalistas, lembra Letria, "foi um processo doloroso em termos políticos e de relacionamento dentro da redacção". Foi "um momento de grande fractura ideológica entre o PCP e alguma extrema-esquerda e a sua direita, incluindo o PS". Houve "intervenção muito directa dos sectores operários do DN" e o despedimento foi decidido em plenário de trabalhadores. A seguir ao 25 de Novembro, é a vez de Saramago e um grupo de jornalistas - onde está José Jorge Letria - receberem uma nota de culpa. A maioria deste grupo vai fundar "o diário", mas Samarago ficou de fora. "Foi uma opção clara de Álvaro Cunhal, que recusou a hipótese que lhe foi colocada informalmente de José Saramago ser o director, e escolheu Miguel Urbano Rodrigues", conta José Jorge Letria.

Texto integral :
http://www.ionline.pt/interior/index.php?p=news-print&idNota=65316

Nota do blogue:José´Jorge Letria era na altura militante do PCP, hoje é militante do PS, e vereador autárquico.

Anónimo disse...

O que é que interessa a opinião destes stalinistas recauchutados?

Todos juntos perseguiram, sanearam e fizeram mal a muita gente. E agora andam todos agarrados aos tachos que abril lhes deu e às suas famílias.

O nobel é uma falcatrua política!

Quando o Torga ou o Jorge Amado ficaram para traz...está tudo dito.

Alguém escreveu isto:"Morreu um homem amargo e mau, incapaz de sorrir, que se esforçava por tornar a sua Pátria amarga, como ele". Um fulano que diz que Deus é um filho da p--- em plena televisão não merece nada.

Anónimo disse...

Quando cita:
Alguém escreveu isto:"Morreu um homem amargo e mau, incapaz de sorrir, que se esforçava por tornar a sua Pátria amarga, como ele".
Não estaria a ler uma nota sobre a morte de Salazar ?
sintrense

pedro macieira disse...

Anónimo,
Está confirmado, que não gosta de José Saramago, e que também concorda com as criticas que o Observatore Romano, orgão oficial do Vaticano lhe fez no momento da sua morte.

Também acha que o prémio Nobel é "uma falcatrua politica".
Está no seu total direito.Mas também deverá saber que nem toda a gente tem a sua opinião.

Por acaso o José Saramago,prémio Nobel da Literatura, (o único prémio Nobel da literatura que um escritor português recebeu e o segundo em toda a nossa história),publicou 46 livros (16 romances, além de poesia, teatro, contos, crónicas, viagem, memória e diários).Foi autor ainda dos libretos de três operas.
A sua obra está traduzida em 42 línguas de 53 países.
Aponta-se para no total de edições em todo o mundo, para um total de 10 milhões de exemplares vendidos: em Portugal (mais de três milhões), no Brasil (mais de 1,4 milhões), em Espanha e América Latina (mais de quatro milhões) e nos EUA (mais de 1,4 milhoes).
Não deve caro anónimo,achar que todos este leitores espalhados pelo mundo são admiradores de Staline...
E pode-se concluir deste modo que os criticos de Saramago são realmente uma minoria, com hábitos censórios,e que em nome das suas convicções pessoais e crenças pretendem proibir todos os que não pensam como eles.(caso do Evangelho segundo Jesus Cristo, que durante o Governo de Cavaco Silva, foi riscado de concorrer a um concurso de literatura...)
José Saramago tem um reconhecimento que ultrapassa as fronteiras de Portugal - a sua obra divulgou a nossa língua, como nenhum outro escritor até agora o tinha feito.
José Saramago pode assim equiparar-se pela sua obra a Fernando Pessoa, Eça de Queirós e Camões, como expoentes máximos da cultura portuguesa - na minha modesta opinião.
Cumprimentos