quarta-feira, janeiro 25, 2012

Ermida de Santa Eufémia em S.Pedro de Sintra

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"Sem informações durante a Alta Idade Média, só em 1147 a fonte de Santa Eufémia é referida documentalmente, pelo cruzado R. que acompanhou as tropas cruzadas na conquista da cidade de Lisboa (cf. ALVES ed., 1989, p.34). A circunstância de as suas águas possuírem poderes curativos, em particular problemas de tosse, levou a que, no século XIII, se tivesse edificado a ermida, espécie de santuário de romaria que, desde então, se verificou ao sítio.
A actual configuração do conjunto monumental não apresenta qualquer vestígio dessa primitiva edificação medieval, uma vez que, em 1876, por iniciativa de um estrangeiro devoto da santa se reconstruiu."
Fonte-IPPAR
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"A capela de Santa Eufémia a sua casa de banhos, cuja fama de milagrosos ainda hoje corre.
Não conserva já o pittoresco aspecto d’outros tempos, a fonte de Santa Eufémia e a sua minuscula casa de banhos.
Construcções modernas ali feitas ultimamente, para installação das cavallariças reaes e aposentaria da respectiva creadagem, destruiram os enormes alcantilados penedos que na encosta sobranceira á fonte se amontoavam, dando-lhe aquelle encantador aspecto que para as almas simples que na milagrosa agua procuravam alivio, como que as alheava do mundo aproximando-as do céo."
Fonte- "Cintra Pinturesca ou Memoria Descriptiva das Villas de Cintra e Collares" de António A.R.Cunha, edição de 1905.

6 comentários:

Anónimo disse...

Isto era em 1905. Se vissem agora, com "autoestrada" e tudo para chegarem ao ceo mais depressa...
Sintra, estás mais longe do céu de dia para dia.
sintrense

Carlos José Santos disse...

Já em tempos enviei ao Pedro um recorte do Jornal de Sintra (por má qualidade digital não pode ser publicado) dos anos setenta do séc. passado, a dar nota da inauguração das obras feitas em Sta. Eufémia, tanto na Capela como nas casas circundantes, tendo sido tudo entregue (obras e património) ao padre da Freguesia, que no Pic-nic anual do 1º de Maio, lá ia rezar missa. O padre Lencastre morreu e com ele foram os cuidados com o património.
As pessoas que durante anos lá estiveram foram embora em busca de melhores condições, fartos de estarem para ali esquecidos. É difícil ali viver sem transporte próprio (era o caso), gente pobre que a troco de casa ali estava a guardar o património. Foram embora e aquilo foi tomado de assalto. Mete medo lá passar. A recuperação imobiliária foi em vão,está quase tudo destruído.

pedro macieira disse...

Caínhas,
Obrigado pelo comentário.
O texto que refere está completamente ilegível, seria um contributo importante para aumentar a informação sobre este tema.Pretendo voltar ao assunto, após reunir mais elementos sobre a história deste local.
um abraço

pedro macieira disse...

Sintrense,
Obrigado pelo comentário.
Um abraço

Graça Sampaio disse...

Belos picnics lá fizemos in the sixties... Com a minha mãe e as meninas da Escola. Muito bonito (que era, pelos vistos!)

pedro macieira disse...

Graça,
Tentarei voltar ao assunto - se a Graça,tiver algumas memórias desse tempo e local, terei todo o gosto em publicar.
abraço