terça-feira, janeiro 03, 2012

Alerta da APIR, sobre transporte de doentes pelos Bombeiros (Actualizado)

Photobucket

Em consequência da posição dos Bombeiros do Concelho de Sintra, relativamente ao não transporte de doentes não urgentes a partir de quarta-feira dia 4- conforme comunicado publicado, a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais vem agora através da Lusa fazer o seguinte alerta:

"O presidente da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), Carlos Silva, disse à agência Lusa que os doentes estão a receber comunicados dos bombeiros dos concelhos de Sintra e Amadora a informar que vão deixar de os transportar.
"Isto vai trazer problemas e estamos preocupados", disse Carlos Silva, adiantando que quase a totalidade dos doentes utiliza as ambulâncias dos bombeiros para fazer os tratamentos.
O responsável disse que as empresas privadas de ambulâncias não são suficientes para transportar os doentes que necessitam de fazer hemodiálise, sugerindo, por isso, que chamem o 112, caso os bombeiros não apareçam para realizar o serviço.
Segundo Carlos Silva, os doentes não têm outra alternativa ao transporte nas ambulâncias dos bombeiros e têm que fazer o tratamento.
"Não há alternativa. Se não fizerem hemodiálise, morrem", sustentou, sublinhando que os bombeiros de Sintra e Cascais estão a pôr a vida dos doentes em causa.
A APIR vai contactar a Administração Regional de Saúde para encontrar uma solução e crítica a decisão dos bombeiros, considerando que as corporações têm que assumir as responsabilidades.
"É um problema entre os bombeiros e o Ministério da Saúde, nós apenas necessitamos do transporte de doentes, que foi assumido pelos bombeiros", afirmou, acusando as corporações de estarem a utilizar os doentes para atingir os objetivos.
As dez corporações de bombeiros de Sintra e Amadora vão suspender o serviço, alegando que o novo Sistema de Gestão Transportes de Doentes da ARSLVT, que instituiu novas regras no pagamento desses transportes, retirou aos bombeiros a sua "mais importante receita", uma vez que provocou quebras de 70 por cento de faturação."

Texto de uma notícia do DN- aqui
Link
Actualização (13h40)
Notícia do DN-Aqui

A Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR) recebeu hoje a garantia do Ministério da Saúde que o transporte dos doentes que necessitam de fazer hemodiálise está assegurado, existindo outras alternativas às ambulâncias dos bombeiros.

O presidente da APIR, Carlos Silva, adiantou à agência Lusa que hoje falou com o secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa, que afiançou que o transporte destes doentes está garantido, mesmo que o Ministério da Saúde não chegue a acordo com os bombeiros.

O responsável afirmou que existem outras alternativas ao transporte dos doentes nas ambulâncias dos bombeiros, apontando os táxis como uma das hipóteses.

As corporações de bombeiros de Sintra e Amadora suspenderam a partir de hoje o serviço de transportes de doentes não urgentes contratado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), mas mantêm o serviço privado.

Segundo o porta-voz das direções das nove corporações de Sintra e da Amadora, Luís Silva, este serviço está suspenso até que a ARSLVT e o Ministério da Saúde alterem "procedimentos de pagamento" aos bombeiros.

O responsável explicou que apesar de as corporações terem suspendido o serviço de transporte de doentes vão continuar a transportar doentes do Serviço Nacional de Saúde apenas para tratamento de hemodiálise, uma vez que estes doentes correm riscos caso suspendam o tratamento.

O presidente da APIR afirmou que os bombeiros estão a ameaçar só transportar os doentes renais até ao dia 20 de janeiro.

Para a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais, a suspensão do transporte de doentes não urgentes pelos bombeiros de Sintra e Amadora vai pôr em causa a vida dos doentes que necessitam de fazer hemodiálise.

As dez corporações de bombeiros de Sintra e Amadora suspenderam o serviço, alegando que o novo Sistema de Gestão de Transportes de Doentes da ARSLVT, que instituiu novas regras no pagamento desses transportes, retirou aos bombeiros a sua "mais importante receita", uma vez que provocou quebras de 70 por cento de faturação.

4 comentários:

Anónimo disse...

A APRIA acha ..."que os bombeiros de Sintra e Cascais estão a pôr a vida dos doentes em causa."
O Governo está a pôr a vida das pessoas em causa !!! Dos doentes, dos bombeiros, de todos nós!
sintrense

João Bizarro Duarte disse...

Estou a pensar escrever e divulgar o tema. Sou sócio da APIR desde 87 ou 89' não consigo precisar. Participei na última assembleia geral e levei de viva voz um conjunto de preocupações sobre este e outros temas.
Sendo certo que a APIR ao longo de muitos anos teve uma actuação exemplar na defesa dos IRC, sendo de louvar a sua actuação, não é menos certo que nada tem feito para alertar, profissionais, entidades governamentais para uma situação previsível desde a tomada de posse deste elenco governativo.
Deixo o meu profundo repudio à sua actuação.
O governo toma medidas erradas em relação à política de transporte, aidna mais erradas em relação à política de transplantes e respectivas retribuições. Por seu lado, os médicos, retribuem com a não prestação de horas extra que levou a uma diminuição abrupta do número de colheitas em dadores cadáver e consequente diminuição dos transplantes. Onde estava a APIR?
Surge do silencio para criticar o elo mãos fraco a seguir aos doentes, os bombeiros.
Onde estiveram nas criticas ao governo aos mėdicos!?
Se calhar a seguir vêm as criticas aos doentes.

João Bizarro Duarte disse...

Estou a pensar escrever e divulgar o tema. Sou sócio da APIR desde 87 ou 89' não consigo precisar. Participei na última assembleia geral e levei de viva voz um conjunto de preocupações sobre este e outros temas.
Sendo certo que a APIR ao longo de muitos anos teve uma actuação exemplar na defesa dos IRC, sendo de louvar a sua actuação, não é menos certo que nada tem feito para alertar, profissionais, entidades governamentais para uma situação previsível desde a tomada de posse deste elenco governativo.
Deixo o meu profundo repudio à sua actuação.
O governo toma medidas erradas em relação à política de transporte, aidna mais erradas em relação à política de transplantes e respectivas retribuições. Por seu lado, os médicos, retribuem com a não prestação de horas extra que levou a uma diminuição abrupta do número de colheitas em dadores cadáver e consequente diminuição dos transplantes. Onde estava a APIR?
Surge do silencio para criticar o elo mãos fraco a seguir aos doentes, os bombeiros.
Onde estiveram nas criticas ao governo aos mėdicos!?
Se calhar a seguir vêm as criticas aos doentes.

pedro macieira disse...

Foi durante o dia de hoje,conseguido um acordo que vai permitir a continuação do transporte pelos bombeiros dos doentes não urgentes.

Relativamente à APIR, não tenho um conhecimento profundo da sua actuação-só recentemente por motivos familiares, percebi a sua importância, como porta-voz dos doente com insuficiência renal.É também um interlocutor com o ministério da Saúde, por esse motivo tem um papel importante na defesa desses doentes.
Na situação de pânico criado nos hemodializados com a falta de transporte, motivado pelo braço de ferro das Associações de Bombeiros de Sintra e Amadora com o governo, a APIR surge como elemento importante nesta situação.
Não considerando os hemodializados como doentes urgentes, os Bombeiros cometeram um erro grave. Sobre a oportunidade do conflito, talvez com um pouco de mais diálogo se tivesse conseguido um entendimento, que evitasse esta situação que afectou doentes já debilitados.

Cumprimentos