quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Abate de Plátanos pela CMS a pedido de moradores no Lourel

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O local do Plátano abatido do lado direito da entrada da Vila dos Plátanos
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O local do Plátano abatido do lado esquerdo do portão da da Vila dos Plátanos

No Lourel/Sintra, foram abatidos dois saudáveis Plátanos pela CMS , existentes na via pública há mais de 20 anos em frente a um imóvel, denominado Vila dos Plátanos.

Na Vila dos Plátanos, nem todos os moradores gostavam dos Plátanos, ora porque fariam sombra, ora porque as raízes provocavam ranhuras nos muros do quintal – então a pedido de alguns moradores, a CMS abateu-os.

A Vila, agora de Plátanos só tem o nome –atribuído pelos Plátanos que agora deixaram abater.

Também Sintra e todos nós perdemos com esta intervenção mais duas árvores, património que devia ser tratado com mais respeito e com uma atitude pedagógica em defesa das árvores por parte de uma autarquia, que faz ouvidos de mercador, aos apelos dos que pensam que as árvores são elementos fundamentais no nosso ambiente - nas nossas cidades e nos nossos campos.

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O local dos dois Plátanos abatidos ( todo o resto da rua está coberta por Plátanos, provocando agora este abate a quebra do seu alinhamento)

"A decisão de abate de uma árvore, enquanto bem público e elemento fundamental do ambiente urbano que é, deverá ser sempre um último recurso, a ponderar de forma fundamentada e criteriosa. Neste contexto, o Núcleo de Lisboa da Quercus, não pode deixar de condenar quaisquer intervenções camarárias que impliquem a destruição de mais exemplares arbóreos na Vila de Sintra, salvo se imperiosas e justificadas razões fitossanitárias o recomendassem."

*De um comunicado da Quercus em 14 de Novembro de 2011

10 comentários:

Fatyly disse...

Os plátanos já lá estavam, mas ao permitirem a construção deveriam fazer algo para que as raízes não invadissem toda a estrutura da mesma, porque não é só pelas ranhuras nos muros dos quintais. Já vi intervenções em moradias...a fim de evitarem esse problema e manterem os pinheiros centenários.

Mas como vivemos no país do faz de conta tudo é permitido e eis mais uma afronta inconcebível.

Anónimo disse...

Sr. Pedro
Ao ler o seu comentário em relação ao assunto em questão, fico com a ideia de que só algumas pessoas estão contra os Plátanos o que não corresponde á verdade.Com certeza se calhar o senhor nao mora numa zona onde esta árvore quase lhe esteja a entrar pela casa dentro,provocando-lhe todos os estragos possiveis e imaginários pondo em causa a sua segurança e a propria segurança dos residentes. Sr. Pedro sejamos coerentes se calhar mudaria de opinião. Basta olhar ao longo de toda esta rua e veja os ramos das mesmas que já atravessam a estrada.Quem sabe mais uns anitos tenho de retirar as minhas janelas para não incomodar o crescimento dos mesmos. O que está em causa, e eu como habitante desta estrada juntamente com muitos vizinhos principalmente os que estao virados para estes espécimes, é a falta de limpeza das mesmas, a incuria ao longo dos anos da parte das entidades responsáveis o que convinhamos provoca um desconforto de quem aqui vive e estuda. Temos uma escola primária nesta rua que leva não só durante todo ano com folhas mortas ,mas também com as bolinhas podres que quando caem se abrem libertando o seu conteúdo, uma maravilha de ver o lixo que provoca e as infecções respiratórias que causam aos seres humanos. Resumindo eu também não sou a favor do abate de arvores mas tem de existir o ponto de equilibrio entre os humanos e a natureza, não podemos ser radicais ao ponto de por-mos em causa o nosso bem estar e saúde, se calhar o que está a ser feito não será o mais certo não entendo do assunto mas concerteza que estará a ser acompanhado por alguem de responsabilidade e com conhecimentos.
O abaixo assinado que foi feito foi simplesmente para que houvese a limpeza das árvores o que não acontece á anos para que assim residentes e natureza possam conviver em boa harmonia.

Habitante da Estrada da Ericeira J.M.

Anónimo disse...

Eatá ciêntificamente provado que não são os plátanos a provocar alergias!
Eu moro com plátanos a entrar-me pelas janelas e, espero desaparecer eu antes que um dia os cortem e deixe de ter o prazer de olhar pela janela e não ver betão.
..."uma escola primária nesta rua que leva não só durante todo ano com folhas mortas ,mas também com as bolinhas podres que quando caem se abrem libertando o seu conteúdo, uma maravilha de ver o lixo" . Lixo???
Lixo é o que não é biodegradavel!
Na escola primária não aprenderam os benefícios das árvores no meio ambiente?
sintrense

pedro macieira disse...

Alergias: Pólenes são agressores invisíveis escondidos nas ervas e não nas árvores

A maioria das pessoas vê as árvores como as grandes causadoras das suas alergias, mas muitas vezes o pólen é um “agressor” invisível que está “escondido” nas ervas e nas flores, alertou o presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia.

Mário Morais de Almeida contou à agência Lusa um caso ocorrido recentemente na freguesia de Marvila, em Lisboa: “As pessoas estavam convencidas de que eram os plátanos que estavam a afetar a sua qualidade de vida e lhes estavam a provocar alergias”.

Para tentar esclarecê-las, a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) fez um rastreio à população e concluiu que eram muito poucas as pessoas que tinham alergia ao plátano.

“Eram alérgicas a outros pólenes para os quais não estavam alertadas, porque não os veem. É como seja um agressor invisível”, explicou Morais de Almeida.

No final desta ação, as “pessoas tomaram consciência de que a solução não passava pelo abate das árvores, mas por tratarem os seus sintomas de alergia”.

Mário Morais adiantou que “as pessoas têm tendência a culpabilizar um inimigo que, ainda por ci ma, é grande e que eventualmente pode sujar a casa e o automóvel, mas têm de perceber que não é isso que lhes dá problemas de saúde. São os agentes invisíveis que estão chocar contra o seu nariz, a sua boca” e que vêm das gramíneas, das ervas e de outras árvores.

Nesta altura do ano, as árvores, como os plátanos, estão a largar as suas sementes, o que se traduz na existência de 'algodões' que circulam, mas são apenas “o útero da árvore a largar as suas sementes”.

“Não é isso que provoca as alergias”, advertiu o responsável, comentando que, no caso dos plátanos, a polinização já aconteceu umas semanas antes deles largarem estas sementes.

A agência Lusa questionou a associação de defesa do ambiente Quercus sobre as queixas da população sobre as árvores e o seu eventual abate. O dirigente Francisco Ferreira disse que há alguma pressão das pessoas nesse sentido, mas as autarquias não abatem as árvores.

“Existem queixas, mas as câmaras, em geral, não aceitam esse argumento como válido e não abatem as árvores”, sustentou o ambientalista.
http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=25028

pedro macieira disse...

Habitante da estrada da Ericeira,

Como diz no seu comentário "é necessário encontrar "o ponto de equilibrio entre os humanos e a natureza" - ora foi isso mesmo que no caso da Vila dos "Plátanos", não foi feito.
Há de facto pessoas no local,que não estão de acordo com o abate dos dois plátanos que ornamentavam o imóvel, na via pública.
Estarei de acordo que as árvores ornamentais em meio urbano, deverão ter práticas (boas)de manutenção, coisa rara aqui por Sintra.
Os conhecimentos na área da arboricultura para a conservação do arvoredo permitem hoje em dia a aplicação de técnicas para a manutenção e segurança das árvores, que convivem connosco , nas nossa vilas e cidades.

Quanto à questão das alergias o texto/comentário que publiquei acima, explica quanto a mim, bem o problema.

O efeito regulador das árvores no ambiente urbano, a sua contribuição para absorver os impactes da circulação rodoviária, e ainda o seu valor cénico e estético no local, foi implacavelmente aniquilado, sem que aparentemente tenham sido consideradas alternativas viáveis para a conservação dos dois plátanos - parte integrante do nosso património arbóreo.

A outra questão que deve ser colocada é a atitude de uma autarquia,(CMS) que pressionada pelo interesse de um ou vários moradores, toma a errada decisão de abater dois saudáveis Plátanos. que afecta o interesse de uma comunidade, que ela devia ser a primeira a proteger.

Cumprimentos

Anónimo disse...

Já dá para estacionar melhor em cima do passeio. O raio das árvores estorvavam. Qual pessoas qual carapuça. O português no gerla não gosta de árvores, não gosta da natureza,não gosta da rua onde mora, da terra onde vive. Cups

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Anónimo disse...

Caro Pedro
Gostaria de deixar aqui frizado 4 ou 5 pontos de vista que considero importantes positivos e esclarecedores para quem possa ler este blog.
1º Abate de árvores NÃO, só mesmo quando bens ou pessoas possam estar em perigo.
2º Neste caso não foi uma ou duas pessoas que pressionaram a CMS mas sim um abaixo assinado feito por cerca de 50 moradores o que mostra bem o desagrado de uma grande parte dos habitantes desta rua que convivem lado a lado com estas árvores.
3º O conteúdo deste documento serviu sobretudo para alertar as entidades responsáveis para a limpeza e manutenção destas árvores e não para o abate das mesmas.
4º Todos nós gostamos de árvores,reconheçemos a sua beleza e dos seus beneficios,a sua riqueza patrimonial, e por isso mesmo e em relação aos plátanos já que temos de viver com eles, não podemos nem devemos é estar de acordo com a incuria e a negligência com que são tratados pelas autoridades competentes.
5º Para terminar e como já tive oportunidade de dizer é facil vir não sei de onde criticar e apontar,por vezes não conhecendo a realidade do dia a dia. Não podemos ser radicais nem hipocritas mas sim sensatos e coerentes ,não podemos dizer só "não", nem "está mal feito","não estamos de acordo", temos de analizar os factos e agir em conformidade, aceitar também o ponto de vista e opiniões dos outros principalmente nos que habitam e vivem com estas questões, de modo a que todos possamos viver em democracia e em harmonia com a natureza.
Com atitudes positivas todos temos a ganhar.

Habitante da estrada da Ericeira JM

Anónimo disse...

Caro Pedro,
O crime que foi cometido não tem justificação possível.Um abaixo assinado de 50 pessoas,do qual parece existirem dúvidas quanto ao conteúdo e até mesmo existência, não torna o acto menos grave ou significa que tenha sido um acto inteligente.Como podem 50 pessoas decidir abater duas àrvores saudáveis com mais de 20 anos? Pinturas, muros e até mesmo as raizes ou os ramos destas àrvores, tudo tinha SOLUÇÃO, mas o seu abate NÃO!Será que as pessoas que contribuíram para isto, vão agora com o mesmo empenho procurar todos os meios e trabalhar todos os seus contactos privilegiados para plantar duas novas àrvores de uma outra espécie menos prejudiciais para as suas supostas alergias? Caso não o façam, fica assim provado a sua falta de cívismo, que as raizes cortadas irão relembrar todos os dias.
Cumprimentos

pedro macieira disse...

Já terei escrito nestes comentários que considero que os serviços da CMS, terão a obrigação de velar e tratar do património que receberam, seja o edificado ou arbóreo.
Sintra ainda classificada pela UNESCO, Paisagem Património da Humanidade - ainda mais obriga que os serviços camarários tenham o maior respeito pela defesa e manutenção desse património.

Infelizmente não aconteceu aqui - este caso infelizmente parece ser exemplar -um conflito de moradores sobre a existência em ESPAÇO PÚBLICO de dois plátanos -por interferência de um ou mais moradores -decidiu abatê-los.

Irei contactar a os serviços da CMS, pedindo explicações sobre este assunto -aguardo respostas de organizações ambientalistas, que publicarei logo que as receba.

Cumprimentos