segunda-feira, dezembro 27, 2010

Francisco Costa 1900-1987

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Revista "Alma Nova" nº13-15 de Jan.-Mar. de 1924
FranciscoCostaf

. "Francisco Costa (1900-1987) é o único escritor genuinamente sintrense: nasceu, foi baptizado, casou, viveu, trabalhou e morreu em Sintra. Na sua actividade profissional e estética, privilegiou sempre Sintra, seja enquanto romancista, seja enquanto historiador. Trabalhou durante longos anos como contabilista na Adega Regional de Colares e, em 1939, mercê de um curso de bibliotecário que tirara no final do liceu, transitou para a Câmara Municipal de Sintra, onde fundou a Biblioteca e o Arquivo Municipal, então instalados no Palácio Valenças, na Vila Velha.(...)"
De um texto de Miguel Real no Alagablogue

5 comentários:

carol disse...

Poderá ter sido isso tudo, mas guardo muito más recordações desse senhor. O meu pai morreu, de repente, em Fevereiro de 1969estava eu no meu 3º ano de Germâncas na Faculdade de letras de Lisboa. Como precisava de dinheiro para continuar a estudar, concorri a uma vaga de directora da Biblioteca Municipal quando ainda era (e foi) no Palácio de Valenças. Foi o Senhor Francisco Costa que me entrevistou e que me preteriu a favo de uma senhora que nem o 7º ano do liceu tinha, só porque eu não era... católica praticante e não ia carregada de luto... Fechadismos daquele tempo!

Daniela Colaço disse...

Como historiador, deixou-nos as três obras que compõem o conjunto de "Estudos Sintrenses", que me parecem de grande importância para quem se interessa sobre a história de Sintra e algumas personalidades que aqui viveram e passaram.

Anónimo disse...

Era muito católico, tanto ele como toda a família, mas as criadas passavam fome, além do ordenado de miséria que lhes pagava(anos 30 e 40).
Era às escondidas da esposa que a governanta dava algo das sobras das refeições às escravas, para lhes matar a fome.
Não era uma boa pessoa, daquelas que deixam saudades.
Não cumpria com a lei da igreja que por qualquer razão frequentava assiduamente, não era por ser um verdadeiro crente, porque não tratava o próximo como a ele mesmo!
Isso faz parte da igreja católica!

pedro macieira disse...

Nestes comentários ressaltam duas facetas de Francisco Costa, como historiador e como cidadão. Neste caso a referência que nos interessou no post que publicámos foi mostrar um dos primeiro poemas da sua autoria publicado em 1924 - que é um dos testemunhos da sua obra que ficaram após o seu desaparecimento.
Abraços

José disse...

Não conheci pessoalmente Francisco Costa; mas, do que li da sua obra, tenho a maior dificuldade em acreditar no que o anónimo afirma, já que naquela Costa surge como um católico integral na plena acepção da palavra, sempre preocupado em servir o seu próximo através de Deus. E se aquilo que o anónimo diz fosse efectivamente verdade - e não mera difamação da memória de alguém que já não se pode defender - por que se esconderia ele então sob o manto do anonimato?...