sexta-feira, dezembro 31, 2010

Ano Novo

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É o voto do Rio das Maçãs a todos os seus leitores e amigos, neste derradeiro dia de 2010.

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Podas e Abates em Colares II

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Foto dos Plátanos de Colares em 1938 -"Vinho de Colares" ed. da Adega Regional de Colares

Publicamos hoje a resposta de um técnico inglês da organização "Tree Strategies", http://www.treestrategies.co.uk/ sobre a necessidade de abate de um dos plátanos de Colares - resposta obtida depois da análise das fotos do plátano abatido (A8)e do plátano (A1) considerado em bom estado e os respectivos resistogramas, do estudo do Eng.ºFabião do Instituto Superior de Agricultura - parecer que suporta a intervenção da Estradas de Portugal nos Plátanos de Colares.

Opinião de que fizemos uma pequena referência no post de ontem.

PlatanoA4troncoX
Plátano A4 marcado para abate

Opinião da empresa Tree Strategies
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Thank you for your email
I use (very occasionally now) a Digital microProbe (DmP) which is similar to the resistograph in that it measures wood hardness. These both show graphs with hardness on the vertical axis and distance into the tree on the horizontal axis.What we are looking for is changes rather than the height of the line on the vertical scale; thus a consistently low but steady reading is likely to indicate wood of good quality, whereas readings with rapidly fluctuating peaks and troughs, or a sudden drop in hardness is likely to indicate that the wood is decayed in those positions. The graphs that Tony sent from the felled tree are steady, and strongly imply that the tree was not decayed at the position where it was drilled.If this was the only resistograph test taken on the tree and the tree was cut down on the basis of this test, then I would say that removal was not warranted. Is it possible that the tree was removed for another reason?
Have a happy Christmas and good 2011
Regards
Patrick

Tradução

Eu utilizo (agora ocasionalmente) o Digital microProbe (DmP),que é semelhante ao resistógrafo e mede a qualidade da madeira. Ambos demonstram gráficos com a dureza da madeira no eixo vertical a espessura da árvore no eixo horizontal. O que devemos procurar principalmente são alterações à altura da linha na escala vertical; desta forma uma leitura consistentemente baixa indica normalmente madeira de boa qualidade, enquanto que leituras com flutuações de picos, declives ou quedas abruptas na dureza da madeira indica provavelmente que a madeira está apodrecida. Os gráficos que o Tony enviou da árvore cortada são estáveis, e indicam fortemente que a árvore ainda não estava apodrecida quando foi cortada. Se este foi o único teste de resistógrafo feito à árvore, e a árvore foi abatida com base neste único teste, então eu posso afirmar que este abate não foi razoável. É possível que a árvore tenha sido retirada por outro motivo?

Equipamentos usados para análise da qualidade da madeira das árvores

MicroProbe (DMP)
Sibtec DmP (jpg) A

Nota: um resistograma não é mais do que um furo feito na árvore com um berbequim onde um instrumento mede a resistência que a madeira oferece à broca. É uma forma de se verificar o estado do interior de uma árvore.

Resistógrafo

Edit40321F300S053minoruOp

PlatanoA8tronco
O que resta do Plátano A8, depois do seu abate

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Podas e Abates em Colares

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Foto dos Plátanos de Colares em 1938 -"O Vinho de Colares" ed.Adega Regional de Colares

Desde o dia 13 de Dezembro, decorre em Colares uma intervenção da EP, nos Plátanos em frente à Adega Regional.

Já foram abatidos dois centenários Plátanos, por decisão da Estradas de Portugal S.A. As razões para os abates ainda estão por explicar, pois, nem o parecer do Eng.º Fabião, do Instituto Superior de Agricultura ( suporte técnico para esta intervenção em Colares), apontar para o abate, como a robustez e ausência de sinais de podridão, nos troncos dos Plátanos A4 e A8, demonstrarem que não estariam doentes, e que não eram nenhum perigo público, como chegou a ser apontado.

Plátano A4 -Abatido
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Plátano A8-Abatido
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Relativamente ao Plátano A8, existe mesmo uma opinião de um técnico de uma organização inglesa, que após analisar as fotos do Plátano abatido e o resistograma do Plátano no parecer do ISA ,conclui que: "a árvore não estava deteriorada e se a árvore foi derrubada na base do resultado do resistograma o abate não se justificava. O abate do plátano,terá sido motivado por outra razão".

**O parecer do ISA pág.7:

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-Porquê da pressa da E.P.em abater estes dois centenários Plátanos!!!!

A intervenção da EP, continua em Colares, estando a ser podados os plátanos a seguir à Adega Regional.

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Francisco Costa 1900-1987

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Revista "Alma Nova" nº13-15 de Jan.-Mar. de 1924
FranciscoCostaf

. "Francisco Costa (1900-1987) é o único escritor genuinamente sintrense: nasceu, foi baptizado, casou, viveu, trabalhou e morreu em Sintra. Na sua actividade profissional e estética, privilegiou sempre Sintra, seja enquanto romancista, seja enquanto historiador. Trabalhou durante longos anos como contabilista na Adega Regional de Colares e, em 1939, mercê de um curso de bibliotecário que tirara no final do liceu, transitou para a Câmara Municipal de Sintra, onde fundou a Biblioteca e o Arquivo Municipal, então instalados no Palácio Valenças, na Vila Velha.(...)"
De um texto de Miguel Real no Alagablogue

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Despiste de autocarro na Ribeira de Sintra provoca 14 feridos

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Cerca das 8h00 de ontem um autocarro de passageiros da empresa Scoturb, despistou-se e resvalou por uma ribaceira, na Ribeira de Sintra, provocando 14 feridos.
O acidente terá sido provocado por uma manobra do autocarro para se desviar de um camião que vinha em sentido contrário - contribuindo para o acidente o piso escorregadio derivado da chuva que tem caído nos últimos dias.

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quarta-feira, dezembro 22, 2010

Assembleia Municipal de Sintra aprova moção exigindo adiamento da intervenção da E.P.

PlátanoColares


Comunicado de Imprensa do Bloco de Esquerda sobre a intervenção da E.P. nas árvores de Sintra


A Assembleia Municipal de Sintra aprovou uma moção do Bloco de Esquerda exigindo o adiamento da intervenção nas árvores da região de Sintra, até que as Estradas de Portugal (EP) apresentem toda a documentação justificativa da mesma, incluindo o manual de normas técnicas que orientará as podas, de modo a que população, autarcas, associações ambientalistas e de defesa do património possam aceder à informação que até agora não têm.
A iniciativa foi aprovada com votos do Bloco, CDU, PS e de alguns eleitos da Coligação Mais Sintra, contando com abstenção da maior parte da direita.

MOÇÃO

A Assembleia Municipal de Sintra, reunida a 21 de Dezembro de 2010 delibera, por proposta do Bloco de Esquerda:
1. Saudar a realização da referida sessão de esclarecimento, sublinhando que, apesar de surgir com um ano de atraso (a inquietação com as árvores de Colares começou em 2009) e do défice de informação identificado, a realização de iniciativas como esta, com antecedência e divulgação prévia e atempada dos documentos relacionados com os assuntos a abordar, favorece a democracia e a transparência.
2. Exigir o adiamento da intervenção nas árvores não abrangidas pelo estudo do Professor Fabião até que a EP apresente toda a documentação relativa à mesma, incluindo o manual de normas técnicas que orientará as podas, de modo a que população, autarcas, associações ambientalistas e de defesa do património possam aceder à informação que até agora não têm.
3. Recomendar à Câmara Municipal de Sintra que, perante o défice na informação identificado, desenvolva todos os esforços para garantir a prestação, pela EP, de todos os esclarecimentos necessários.
Se aprovada, esta moção deverá ser enviada para a Câmara de Sintra, Assembleia e Junta de Freguesia de Colares, Estradas de Portugal EP, Quercus, Associação Olho Vivo, Associação Árvores de Portugal, Associação de Defesa do Património de Sintra.

Sintra, 21 de Dezembro de 2010

O Eleito e a Eleita do Bloco de Esquerda
João Silva, Helena Oliveira e Carmo

Visita às obras de restauro do Chalet da Condessa d'Edla no Parque da Pena

A Parques Sintra Monte da Lua, proporcionou no último sábado, uma visita às obras de recuperação do Chalet da Condessa d'Edla no Parque da Pena.

As obras de restauro do Chalet tem sido acompanhadas por um grupo cívico pró-restauro do Chalet da Condessa d’Edla,causa que desde 2006 a Alagamares e outros cidadãos abraçaram e cujo desenvolvimento temos vindo a acompanhar.Deferido que foi um financiamento do Financial Mechanism Office do EEE em 30 de Maio de 2007, foram iniciados os trabalhos preparatórios no local, estando previsto a conclusão da obra para o próximo mês de Fevereiro de 2011.

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Este é o aspecto actual do Chalet envolto em andaimes, que possibilitam percorrer pelo exterior todo o edifício para uma melhor observação, das obras em curso.

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Os andaimes permitem uma observação ao nível do telhado, ainda sem telhas.
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A visita foi guiada pelo responsável da obra o Arquitecto Lopo de Carvalho
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O interior do Chalet sofreu algumas adaptações, e foi totalmente reconstruida a escadaria de acesso ao primeiro piso.
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Foto do interior
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Uma das zonas do Chalet que conserva a decoração em cortiça original assim como em volta das janelas e porta .

O Chalet da Condessa d'Edla antes da intervenção da PSML
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Em 2007 era este o estado do Chalet depois de um incêndio que quase o destruiu totalmente em 1999.

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Memória Descritiva
A planta do Chalet, da autoria da própria Condessa d'Edla, apresenta-se rectangular ao nível do rés-do-chão e cruciforme no primeiro andar.As fachadas de alvenaria imitam longas tábuas, ao jeito da arquitectura rústica da América do Norte. Ali, as ombreiras dos arcos quebrados, das portas e janelas, bem como as dos pequenos "olhos de boi", são trabalhadas em cortiça. Sobressai deste conjunto homogéneo uma típica varanda de madeira que circunda o piso superior. As coberturas, de telha antiga portuguesa, não apresentam significativa inclinação, sendo o beirado, todo ele, romanticamente enfeitado por uma sucessão de arquinhos góticos.No interior, o vestíbulo apresenta um fresco com a mesma imitação de tábuas de madeira em "tromp-l'oeil".No salão, os cantos encontram-se profusamente ornamentados com troncos bem modelados em estuque, enriquecidos por nervuras de cobre e ramagens que se entrelaçam nas cornijas.Na sala de estar, as paredes integralmente revestidas a cortiça, ostentam incrustadas pequenas placas de madeira pintada, cujo desenho geométrico se destaca sobre o fundo sombrio. Este tipo de decoração observa-se ainda num dos aposentos do piso superior.Por sua vez, o quarto da Condessa está decorado com singelas rendas brancas delineadas, sobre fundo azul escuro.A pintura das restantes divisões, imitando tecido, aprofunda sobremaneira a ambiência romântica envolvente
in "Sintra Património da Humanidade"

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Intervenção da E.P. nos Plátanos de Colares continua

Hoje dia 20 de Dezembro, continua a intervenção da E.P. na Alameda dos Plátanos de Colares, junto à Adega Regional . Intervenção que já abateu dois plátanos centenários e que pelas fotos que publicamos, pode-se verificar as diferenças que já existem na imagem daquele local, derivado dos cortes que os plátanos estão a ser sujeitos.

Foto de hoje às 11h00
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Foto do dia 15/12/2010
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Carta à Estradas de Portugal S.A.

As intervenções nas árvores de Colares já se iniciaram há uma semana, sem que a Estradas de Portugal esclarecesse nenhuma das questões colocadas no comunicado conjunto de que o Rio das Maçãs é signatário. Assim sendo, o mesmo conjunto de entidades que emitiram o comunicado conjunto, assinaram e enviaram, dia 16 de Dezembro, uma carta a esta empresa nos seguintes termos:



Exmo. Senhor Presidente do Conselho de Administração da EP SA,
As associações e cidadãos abaixo assinados vêm, por este meio, requerer que a Estradas de Portugal SA (EP) cesse imediatamente as intervenções em curso nas árvores de Colares, Sintra até que sejam esclarecidas as questões apresentadas no comunicado emitido no passado dia 13 do corrente mês.
Até ao momento, não recebemos qualquer resposta ou esclarecimento adicional às questões colocadas nesse comunicado, enviado a essa empresa na mesma data, questões que aqui de novo formulamos:
1. Porque motivo só há poucos dias disponibilizou a EP o relatório do ISA, estando o mesmo datado de 31/03/10 e tendo sido pedida a sua difusão pública em comunicado subscrito e divulgado pelas Associações Quercus e Árvores de Portugal há mais de 6 meses? http://lisboa.quercus.pt/scid/subquercus/defaultarticleViewOne.asp?categorySiteID=682&articleSiteID=2435
2. Este relatório incidiu sobre um total de 38 árvores (em Colares, Galamares e Sintra) ; o recente comunicado dessa empresa refere intenção de proceder a podas de limpeza em 150 árvores, podas de correcção noutras 150 árvores e, ainda, o abate de 41 exemplares, os quais já começaram em Colares. Quais os estudos técnicos de diagnóstico fitossanitário e análise da estabilidade biomecânica de cada árvore que justificam intervenções/abates em 341 árvores?
3. Porque motivo pretende a EP abater 41 árvores, entre elas 7 plátanos de porte muito grande? Em que parte do relatório do ISA é recomendado o abate de tão grande numero de árvores? A serem abatidos 41 indivíduos, porque motivo são substituídos por apenas metade desse número (22)?
4. Qual o tipo de formação que possuem, na área da arboricultura urbana, os funcionários da empresa contratada para executar a referida intervenção?
5. Quem assegurará o acompanhamento dos trabalhos, durante a execução?
6. No caso particular da alameda de plátanos existente junto à adega de Colares, verdadeiro ex-libris da freguesia, cuja classificação como Interesse Publico foi requerida à Autoridade Florestal Nacional ainda em 2009 por um conjunto de cidadãos, qual o motivo para o abate já em curso de alguns exemplares, pondo em causa o pedido de classificação ainda pendente na AFN?
Assim, consideram os abaixo assinados que a EP incorre num claro desrespeito pelas preocupações dos cidadãos e associações que os representam, uma vez que o estudo apresentado e a sessão de esclarecimento (iniciativas que consideramos louváveis) não esclarecem as razões da intervenção na maioria das árvores.
Reafirmamos que as podas e abates deverão ser imediatamente interrompidas até que as questões colocadas sejam cabalmente esclarecidas, pela forma que a EP entenda mais conveniente.
Esta carta será publicada nos canais de informação das associações e cidadãos signatários, que inteiramente disponibilizamos para publicação da resposta que nos for enviada.
Aguardamos que a mesma nos seja dada com a celeridade que o assunto merece.
Atenciosamente,
OLHO VIVO
QUERCUS
Árvores de Portugal
Info Nature Portugal
Blogue Rio das Maçãs

domingo, dezembro 19, 2010

Concerto evocativo dos 125 anos do falecimento de D.Fernando II em Monserrate

Monserrate
Monserrate4
MonserrateP2

A Parques de Sintra-Monte da Lua(PSML) e a Alagamares-Associação Cultural promoveram no dia 18 de Dezembro, sábado, no Palácio de Monserrate um concerto para piano e flauta evocativo da passagem dos 125 anos do falecimento de D.Fernando de Saxe-Coburgo, que ocorreu em 15 de Dezembro de 1885, e a quem Sintra e Portugal muito devem pelo trabalho desenvolvido na preservação e recuperação do património histórico e natural.


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Fernando Morais Gomes da Alagamares, numa pequena introdução ao concerto que levou a Monserrate uma assistência interessada.

MonserrateP
Apresentando-se em duo desde há mais de duas décadas, com dezenas de actuações em Portugal e também no estrangeiro, João Pereira Coutinho (flauta) e José Bon de Sousa (piano), professores dos seus instrumentos no Conservatório Nacional, em Lisboa, têm-se dedicado à divulgação de música portuguesa, do séc. XVIII à actualidade. Merecem especial destaque as suas actuações em países tão diferentes como os Estados Unidos da América, Espanha ou Cabo Verde, onde têm vindo a apresentar obras de compositores portugueses, com excelente receptividade do público.

Monserrate2

sábado, dezembro 18, 2010

Porque hoje é Sábado...

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Foto do abate de um Plátano centenário em Colares em 14/12/2010 pela Estradas de Portugal SA

QUANTO VALE UMA ÁRVORE?
Mais do que todo o dinheiro do mundo.

Aqui vai um segredo, daqueles grandes: para vivermos, não precisamos de dinheiro.
Precisamos, sim, de oxigénio. Logo, de árvores. Assim-tão-simples.

Está tão bem guardado, este segredo, que, mesmo contando-o, mantém-se em segredo, pois continua a não chegar ao coração das pessoas. Infelizmente.

A razão que me leva a escrever este post são os belos e antiquíssimos plátanos de Colares (Sintra).

São centenários, creio que do tempo em que existiam carroças em vez de carros (hoje, as estradas são mais largas, contudo, as mentalidades mais estreitas).

A seiva corre e a vida pulsa em cada ramo. As folhas purificam o ar, fornecendo-nos ar puro. Tal como o fizeram no tempo dos nossos pais, avós, bisavós... É maravilhoso.

E agora estamos na iminência de uma tragédia. Sim: "tragédia".
Parece que se decidiu que estas árvores estão a estorvar, já não têm grande utilidade, e é uma chatice ter de varrer as folhas que caem pelo Outono e "sujam" as ruas.

Eu não entendo, palavra de honra.
Sempre que visito a serra de Sintra, apanho garrafas, latas, maços de tabaco, sacos de plástico... tudo espalhado em plena serra. Ora, não será isso que verdadeiramente suja e com que a autarquia se deveria ocupar?

Bem(mal!), os plátanos de Colares estão marcados para.... talvez... serem abatidos.

É uma tragédia, efectivamente. Uma execução em praça pública de seres que não fizeram senão servir o ser (des)humano durante gerações e gerações.

Matar uma árvore é tão grave como matar uma pessoa.
Que direito temos nós de matar um ser que já existia muito antes de nascermos e que continuará a viver depois de morrermos? Que direito?, pergunto em voz alta.

As árvores suportam silenciosamente que os seus membros sejam decepados (as chamadas "podas"), toleram que o seu tronco seja cravejado de pregos, quando alguém acha que é um bom lugar para afixar cartazes... E mesmo com tantas atrocidades que sofrem, continuam, docemente, e até ao último segundo, a fornecer o ar que respiram aqueles que empunham as motosserras...

Peço a todos os leitores que se movimentem da forma que vos for possível no sentido de salvar as nossas queridas árvores de Colares. Divulguem. Protestem.

Publicado no blogue "Casa da Claridade" em 17 de Novembro de 2009

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Intervenção da E.P. nos Plátanos de Colares 3º dia

Ontem (15-12-2010), continuou a intervenção da Estradas de Portugal, na Alameda do Plátanos de Colares, zona considerada pela E.P, de intervenção prioritária.

Neste 3º dia da presença da empresa "Rapamato", em Colares, foi abatido o segundo Plátano centenário, considerado um perigo público por várias entidades envolvida nesta intervenção.
Aqui ficam algumas imagens que demonstram a robustez do Plátano abatido assim como tinha acontecido ao primeiro, que também não deixaram morrer de pé.

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