quinta-feira, abril 29, 2010

Árvores de Sintra (II)-Actualizado

Talvez seja só para memória futura, a foto que publicamos hoje.
A rua Francisco dos Santos acordou esta manhã, com as árvores marcadas para a já tradicional barbaridade Sintrense, com a cumplicidade, de todos os que se arvoram em defensores do meio ambiente, mas que nos últimos tempos continuam em silêncio profundo e com os principais responsáveis sentados na Câmara Municipal de Sintra.


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Actualização 14H03m

Publicamos um comunicado de Imprensa do Bloco de Esquerda sobre a questão das podas municipais em Sintra:

Comunicado de Imprensa

O Bloco de Esquerda de Sintra levou à Assembleia Municipal a polémica em torno das podas das árvores que os serviços da Câmara de Sintra têm vindo a realizar ao longo dos últimos meses.

Considerando que esta actividade, efectuada num período em que as árvores já têm frondosa folhagem, tem impactos negativos na saúde das árvores, na nidificação das aves e na paisagem, o BE/Sintra propôs a suspensão imediata da intervenção, recomendando que, no próximo ano, as podas se realizem mais cedo.

A realização de podas tardias contraria os pressupostos do Regulamento para a intervenção em Árvores de Sintra apresentado à UNESCO em 2005, integrado no Plano de Gestão da Paisagem Cultural de Sintra e a opinião de especialistas conceituados, como por Exemplo o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles.

No entanto, tais argumentos não foram suficientes para convencer a coligação Mais Sintra e alguns dos eleitos e eleitas do PS, tendo a proposta sido recusada com os seus votos contra.

O BE/Sintra lamenta que a maioria dos Deputados e das Deputadas Municipais não tenham sensibilidade para a necessidade de proteger as árvores do concelho de Sintra e manterá a exigência de que as podas sejam realizadas na devida altura.

Sintra, 28 de Abril de 2010


A proposta do BE, rejeitada pela Coligação Mais Sintra (PPD/PSD e CDS/PP) e alguns dos eleitos e eleitas do PS-Aqui

3 comentários:

Anónimo disse...

As marcações foram tiradas, apesar de uma máquina ainda lá ter estacionado. Será apenas um adiamento?

Anónimo disse...

Perguto-me se estes "eleitos, eleitas" conhecerão o documento que o Pedro já publicou atrás e que diz:

"Paisagem Cultural de Sintra - Plano de Gestão
Ficha 30 - Regulamento para a intervenção em Árvores de Sintra
(...)
4. Caracterização
(...)
O corte e a poda de árvores reduzem-se ao minímo indispensável . O abate , em regra só deverá ocorrer depois da árvore ter atingido o termo da sua longevidade, isto é , quando começar a secar, definhar ou apresentar sintomas nítidos de decrepitude; as restantes situações deverão ser ponderadas, de acordo com o estipulado no regulamento e/ou legislação vigente. O regulamento aplica-se a qualquer intervenção que seja necessário em árvores que se insiram em zonas verde de uso público, zonas verde de protecção e enquadramento, estradas e arruamentos, praças e logradouros públicos .
Aplica-se ainda, em elementos similares que se situem em pátios, quintas e propriedades de carácter privado.
Visa a protecção dos exemplares designados de interesse concelhio ou classificados pela Direcção- Geral de Florestas.

5. Objectivos
A árvore, elemento fundamental da paisagem é de vital importância para o Concelho, pelo que urge preservar e cuidar para que se mantenha o seu equilíbrio ecológico, pelo que importa regulamentar toda e qualquer intervenção. Pretende-se então definir regras claras e concretas de actuação quer para munícipes quer para serviços públicos, clarificando procedimentos e competências.

É com esta determinação que assumimos o presente Plano de Gestão e o submetemos à apreciação da UNESCO.

Sintra 24 de Janeiro de 2005

O Presidente da Câmara Municipal de Sintra
Fernando Reboredo Seara"

É bom relembrar que ele existe e que o empenho que colocamos na defesa das árvores de Sintra mais não é do que o pôr em práticas aquilo que são as directrizes deste Regulamento assinado pelo Dr.Fernando Seara e que os deputados municipais, pelos vistos, devem desconhecer.
Porque se não cumpre é o que nós tínhamos direito de saber.
emília reis

pedro macieira disse...

Faz o que eu digo,não faças o que eu faço...
É o lema de Fernando Seara, e dos seus apoiantes na autarquia Sintrense.