quinta-feira, março 18, 2010

O eucalipto "Oblíqua" não resistiu a mais um inverno (Actualizado)

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Mário de Azevedo Gomes, neto da Condessa e autor da Monografia do Parque da Pena, junto do eucalipto "Obliqua".

O eucalipto plantado por D.Fernando II e sua esposa a Condessa d'Edla, no Parque da Pena com a intenção de assinalar o seu casamento, não resistiu às intempéries deste inverno e caiu.

O eucalipto da variedade Eucalyptus oblíqua, foi plantado no dia seguinte à cerimónia de casamento do Rei Artista com Elise Hensler, Condessa d'Edla, em 10 de Junho de 1869, junto à Feteira da Condessa, estava assinalado com uma placa como fora desejo da própria Condessa meses antes do seu falecimento.

Com o desaparecimento deste centenário e emblemático eucalipto, o Parque da Pena fica agora mais pobre.


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Foto do "Oblíqua" de 16.03.2010 da autoria de Rui Alves, via blogue "Fluir de Espumas"

*Foto de Mário Azevedo Gomes, retirado do "Condessa d'Edla, 1836-1929" de Teresa Rebelo

No dia em que foi colocada a placa que sinalizou o eucalipto "Oblíqua"

No dia 13 de Junho de 2003, a cerimónia junto ao eucalipto,com a presença de alguns bisnetos e trinetos da Condessa.

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O EngºEduardo Campos de Andrada (falecido) junto do eucalipto, falando em nome da familia.

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Fotos amávelmente cedidas por Emilia Reis.

Nota de Emilia Reis- a cadeira de madeira que se vê na foto, pertenceu à Condessa e foi trazida por uma sua bisneta.

4 comentários:

HMBFF disse...

Apeteceu-me chorar.

Fatyly disse...

Conhecia e cada vez mais o via a inclinar-se, que pena...

Fizeste uma reportagem lindissima e slide ficou genial. Ai como gostei de rever a zona onde passo tantas vezes e que felizmente se vai mantendo verde...tão verde!

Beijos

Anónimo disse...

Aguardou durante 134 anos, silencioso e triste, que lhe reconhecessem o valor de ser, no Parque da Pena, a única testemunha viva do casamento celebrado entre D.Fernando II e Elise Hensler, Condessa d’Edla. Esse dia chegou em 13 de Junho de 2003 e,nessa data, uma alma nova lhe nasceu.
Varreram todos os caminhos que estavam em seu redor, limparam a Feteira que os seus ramos, lá do alto, podiam contemplar e, finalmente, numa cerimónia simples mas bonita, colocaram-lhe perto uma placa que assinalava a efeméride e o seu valor.
Mas, o tempo foi passando e, de novo, o esquecimento voltou aquele lugar. A placa envelheceu, desbotou, já se não lia e, só mesmo os apaixonados pela história que ele contava o iam visitar.
Entristeceu de novo e, agora com o peso da idade, começou a inclinar-se, suavemente. Apaixonou-se pelo pequeno regato que lhe corria aos pés e que lhe tinha dado de beber durante tantos anos e, num dia de temporal, ajudado pelo vento forte, decidiu deitar-se sobre ele e adormecer para sempre.
Contou a tília que lhe estava perto que o “Oblíqua” se tinha suicidado por amor.
ereis

pedro macieira disse...

O Parque da Pena ficou mais pobre, mas como Emilia Reis diz no seu belo texto "o tempo foi passando e, de novo o esquecimento voltou aquele lugar(...) e só mesmo os apaixonados pela história que ele contava o iam visitar" e talvez tivesse sido possivel mantê-lo vivo por mais alguns invernos se tivesse havido alguns cuidados com aquele local e com aquele eucalipto,por parte da PSML.
Abraços